Quer criar site profissional em 24h? Fazer site a partir de templates prontos, em HTML e CSS, com um web design gráfico elegante e atraente é com o Be on the Net. Já vem com hospedagem gratis, embora não se trate de um site gratis. Também não é um site em Flash. É melhor! Montar site com otimização embutida nunca foi tão fácil. Mesmo no caso de desenvolvimento de um novo template HTML. Tenha uma ótima divulgação na internet fazendo seu website conosco! Desenvolver site com um design lindão nunca foi tão fácil.


Blog Be on the Net

Vamos construir um 2014 melhor?

O ano de 2013 foi difícil para muitos de nossos clientes, assim como para muitos empreendedores em todo o Brasil. A economia se retraiu e todos nós sentimos.

É possível e até mesmo provável que a economia não melhore muito em 2014. Então, precisamos aproveitar esse período para arrumar a casa. Pois, como menciono no vídeo, a gente ganha o jogo no momento do treino e não na hora da partida.

Nesse vídeo, cito o livro Work the System, assim como o excelente podcast Entrepreneur on Fire. Recomendo que você conheça os dois.

Duas dicas para aumentar as vendas

O ano está acabando e para muitos a pergunta que fica é: como aumentar as vendas no ano que vem? Que tal duas dicas rápidas?

Esse vídeo conta algumas experiências que vivenciei recentemente como consumidor. Observei as minhas reações e percebi duas coisas importantes. A gente fica tentado a fechar negócio com quem responde mais rápido e com que a gente gosta.

Nesse vídeo, eu cito o famoso livro Como fazer amigos e influenciar pessoas de Dale Carnegie. Não se engane com o nome do livro, que faz ele parecer meio charlatão. Fique tranquilo, porque está longe de ser o caso. Esse livro é sensacional e uma tremenda aula sobre a natureza humana. Vale cada palavra e cada minuto do seu tempo. Se você quer se dar um excelente presente de Natal, aí está uma das melhores escolhas.

Se a grana estiver curta, não tem problema. Escute o áudio do livro. Bem aí:

Espero que você não tenha preconceito com livros chamados de “autoajuda”. Por alguma razão, que foge da minha capacidade de compreensão, muitas pessoas têm preconceito com livros desse gênero, quando na verdade, eles são tremendamente úteis. Quer coisa melhor do que ajudar a si mesmo? Que aperfeiçoar-se? Se um livro pode ajudar nisso, por que o preconceito?

Se você alguma vez na vida torceu o nariz para esse tipo de livro, espero sinceramente que reavalie isso. Eu li centenas de livros de auto ajuda ao longo da minha vida e estou disposto a ler quantos mais puder. Alguns são bons, outros nem tanto, mas todos me ajudaram a seguir em frente. Cada um a seu modo. Leia! Eduque-se! Veja como você se transforma a cada palavra.

Também falei rapidamente sobre algumas experiências que tive alugando apartamentos pelo Airbnb e as conclusões que o próprio Airbnb tirou a partir de uma grande pesquisa, que concluiu o que eu já havia percebido: quanto mais rápido for a resposta, maiores as chances de fechar negócio. Veja o vídeo em que o Airbnb apresenta essas conclusões e outras bem interessantes.

Be on the Net 2.0

Dezembro é o mês de aniversário do Be on the Net. Na véspera do Natal, no próximo dia 24 de dezembro, o Be on the Net vai completar cinco anos de vida.

Pra ser sincero, quando criamos o Be on the Net, em 2008, nem sabíamos se vingaria. E acho que não imaginávamos que poderia durar todo esse tempo. Mas, que bom que deu certo. Agora a questão é: o que fazer para que dê ainda mais certo durante os próximos cinco anos?

Dispositivos móveis

A principal mudança nesses últimos cinco anos foi o aumento do uso dos dispositivos móveis. Cada vez mais gente acessa a internet através de um smart phone ou um tablet. A tal ponto que, a partir do próximo ano, 2014, mais da metade dos acessos aos sites será através desses dispositivos.

Os sites do Be on the Net sempre funcionaram em qualquer dispositivo móvel, desde o início. Um site do Be on the Net, quando acessado através de um iPhone, por exemplo, é apresentado de forma idêntica ao que a pessoa veria se estivesse acessando de um computador.

Isso é bom, mas podemos fazer melhor. O ideal é que o site se apresente de maneira ligeiramente diferente, que torne mais cômodo seu uso, especialmente quando o dispositivo tiver uma tela pequena, como é o caso de um smart phone.

Para entender o que isso significa, peguemos o exemplo do site abaixo, do fotógrafo Marcos Pinheiro. Ele apresenta três colunas de fotos quando mostrado na tela do computador:

E no iPhone, por exemplo, ele é mostrado assim:

Como o espaço horizontal é muito menor que o da tela de um computador, seria melhor que essa lista fosse apresentada em apenas uma coluna, ao invés de três. Seria uma listagem mais ou menos assim:

Se o site aparecesse assim nos smart phones, a experiência de uso seria melhor que a atual. E essa é apenas uma das muitas mudanças que podem ser feitas para melhorar a vida de quem acessa através de um dispositivo móvel.

Quando um site se adapta ao dispositivo em que está sendo apresentado, dizemos que ele adota um responsive design.

Retina

Outra coisa que mudou ao longo dos últimos anos foi a introdução de dispositivos com tela retina. É um tipo de tela onde um texto, por exemplo, aparece de forma tão perfeita quanto se estivesse impresso no papel.

Esse tipo de tela, que está presente no iPhone, desde o modelo 4S, assim como em diversos modelos de iPad, MacBook Pro e outros dispositivos, logo será a norma do mercado. Isso é ótimo, mas demanda mudanças nos sites.

As imagens que são usadas atualmente nos sites do Be on the Net, e na maioria dos sites da web, não foram projetadas para telas retina. Então, se você acessa um site do Be on the Net em um dispositivo que tem tela retina, você verá tudo normalmente, mas as imagens poderiam aparecer com maior nitidez se tivessem sido projetadas para uma tela retina e se o site estivesse preparado para telas retina.

Até mesmo as fotos que aparecem nos sites do Be on the Net podem ser mostradas com maior nitidez se houver uma preparação específica para esse tipo de tela.

Layouts personalizados

Fazer um layout personalizado para o Be on the Net é relativamente complicado e custoso, infelizmente. Isso tem a ver com as restrições tecnológicas da época em que o Be on the Net foi criado e a forma como estruturamos os layouts.

Quando um cliente do Be on the Net quer adotar um layout personalizado, ele precisa contratar um designer para bolar o layout em uma ferramenta como o Photoshop. Depois é preciso transformar esse layout em código CSS, o que às vezes precisa ser feito por outro designer, mais especializado nessa parte.

Isso torna o processo complicado e custoso. Está longe de ser o ideal, o que é um problema sério, visto que muita gente gostaria de adotar um layout que fosse mais específico para suas necessidades.

Recomeço

Esses três assuntos: responsive design, telas retina e layouts personalizados, são alguns dos pontos mais críticos que precisam melhorar no Be on the Net para que ele continue a ser um produto usado e apreciado por vários donos de sites.

Nós refletimos sobre qual seria a estratégia mais apropriada para introduzir essas mudanças. O que seria melhor? Reformar o Be on the Net que existe hoje? Ou criar um novo, praticamente do zero? O que é mais rápido e tem mais chances de dar certo?

Concluímos que seria melhor começar do zero. O Be on the Net está baseado em um código bastante enxuto e sólido. Mas, já é um código defasado. Na prática, daria mais trabalho alterá-lo e teríamos mais riscos de alguma coisa quebrar no meio do caminho.

Então, preferimos começar quase do zero. Digo “quase”, porque na verdade já temos o Be on the Net atual que serve de referência e guia para o que tem que ser feito. Boa parte do que existe atualmente continuará a ser útil, embora possa ser aprimorado.

O certo é que, adotando essa estratégia, as novidades poderão ser introduzidas com mais facilidade. E não corremos o risco de quebrar o que já vinha funcionando. Por isso decidimos criar o Be on the Net 2.0.

Quando estiver pronto, os clientes do Be on the Net poderão migrar seus sites para o Be on the Net 2.0, que contará com um novo conjunto de layouts prontos, maior facilidade para criação de layouts personalizados, responsive design, apresentação de imagens impecável nas telas retina e mais algumas coisinhas, além de tudo o que o Be on the Net atual oferece.

Mudança na forma de pensar

Ainda mais importante que as mudanças que iremos fazer no Be on the Net, é a mudança que estamos fazendo na forma de pensar. Nós sempre pensamos no computador em primeiro lugar. O smart phone era secundário.

Acredito que essa também sempre foi a forma de pensar da maior parte de nossos clientes. Todos querem que seu site seja lindo, sobretudo no computador.

Mas, agora que os acessos passarão a vir sobretudo dos dispositivos móveis, todos nós, incluindo nossos clientes, teremos que repensar as coisas. Fazer o site ficar mais bonito no computador já não é mais suficiente e talvez nem mesmo seja a prioridade.

Muitos de nossos clientes gostariam de ter acesso a layouts novos o quanto antes, ou gostariam de criar layouts personalizados com mais facilidade. Isso é uma necessidade perfeitamente válida e compreensível. Mas, é preciso ir além. Esses layouts precisam, sobretudo, ser lindos e funcionar muito bem nos dispositivos móveis, especialmente no iPhone e outros smart phones.

Levando isso em conta, percebemos que, se corrêssemos aqui para simplesmente colocar na rua alguns layouts novos, mas não solucionássemos questões críticas como responsive design e adequação a tela retina, não estaríamos contribuindo adequadamente com nossos clientes. A mudança que todos os sites do Be on the Net precisam é mais profunda e tem a ver, sobretudo, com os dispositivos móveis. É uma nova forma de pensar e precisamos nos adaptar a ela.

Queremos comemorar esses cinco anos de Be on the Net com muito trabalho. Nosso objetivo, mais do que nunca, é agradecer a nossos fiéis clientes, muitos dos quais estão conosco desde o início.

Se você é nosso cliente, acreditamos que trabalhar para tornar seu site ainda mais bonito e completamente preparado para os dispositivos móveis, é a melhor forma de expressar nossa gratidão e nossa permanente dedicação ao sucesso de seu site e de seu negócio. Queremos que seu site brilhe em 2014, especialmente nas telas dos smart phones, e estamos inteiramente concentrados nisso.

Integração com redes sociais

Boas notícias! Agora os sites do Be on the Net estão integrados com as redes sociais. Já era hora, né? ;-)

Se você têm um site no Be on the Net, seus visitantes terão acesso a suas contas em diferentes redes sociais de forma mais direta. Além disso, poderão compartilhar conteúdo do seu site no Facebook, Twitter, Google Plus e Pinterest com mais facilidade.

Para entender as mudanças, vamos usar o exemplo do site do nosso querido amigo e cliente, El Grego.

Barra de mídias sociais

No topo do site, assim como na parte inferior, há uma nova barra de mídias sociais, como pode ser visto na imagem abaixo:

Essa barra está dividida em duas partes. Elas têm propósitos distintos. Então, vamos analisar cada uma separadamente.

Comecemos pelo lado esquerdo, com os botões de compartilhamento.

Esses botões servem para que o visitante possa curtir o site no Facebook, ou publicá-lo no Twitter e no Google Plus. Agora, quando o visitante gosta do seu site, ele pode espalhar para os amigos mais facilmente. E o site fica mais conhecido através do “boca-a-boca” nas redes sociais.

Já o lado direito dessa barra tem outro propósito.

O nosso amigo El Grego, por exemplo, tem várias presenças na internet. Além do próprio site, que é sua vitrine, também está no presente Facebook, Twitter e Instagram. E tem também um blog no Wordpress.

Agora, quem visita o site dele tem acesso mais fácil a sua presença nesses outros pontos da internet. Basta clicar no ícone correspondente. Por exemplo, quer conhecer a página do El Grego no Facebook? Simples, basta clicar no ícone do Facebook, no lado direito da barra de mídias sociais.

Esta barra está presente em todas as páginas do site, tanto no cabeçalho, quanto no rodapé. Portanto, a qualquer momento, o visitante do El Grego pode espalhar o site dele para os amigos e pode ter acesso às demais presenças dele na internet.

Botões de compartilhamento da foto

Como bem sabemos, as pessoas adoram fotos. E gostam de compartilhar suas fotos preferidas com os amigos, seja curtindo fotos no Facebook, ou publicando no Twitter, Google Plus ou Pinterest.

Agora os visitantes dos sites do Be on the Net podem compartilhar suas fotos preferidas com muita facilidade. Usando ainda o exemplo do El Grego, vejamos como a foto aparece.

Ao lado da foto, o visitante tem acesso fácil a todos os botões de compartilhamento das principais redes sociais. Mais uma facilidade para que façam seu “boca-a-boca” na internet.

Esses botões não estão do lado direito da foto por acaso. É de propósito.

Quando as pessoas estão navegando pelas fotos, elas clicam na setinha para a direita para ver a próxima foto. O tempo todo elas mantêm o ponteiro do mouse sobre a setinha da direita. Daí a importância de posicionar os botões de compartilhamento próximo a ela.

Se o botão do mouse está próximo ao botão de compartilhamento, o “esforço” necessário para compartilhar a foto é ainda menor. Como o Facebook é a rede social mais relevante da atualidade, o botão de Curtir é justamente o que fica mais próximo da setinha.

Se você é um feliz proprietário de um site no Be on the Net, parabéns! Seu site acaba de ficar melhor.

Continue fazendo um excelente trabalho e será recompensado. Seus visitantes vão compartilhar seu site e suas fotos nas redes sociais. Agora, com muito mais facilidade. ;-)

O problema é a concorrência? Ou o mercado?

Grand Bazaar Foto de Jorge Lascar disponibilizada como Creative Commons.

Você é fotógrafo ou fotógrafa e está com dificuldade de fechar negócios? Está preocupado com a concorrência e o mercado em baixa? Então, esse artigo é pra você. Aliás, é também para qualquer profissional que acredite que o problema é a concorrência, ou o mercado ruim.

Seja cliente por um minuto

Vou contar uma história real que aconteceu com uma amiga há dois anos. Ela é brasileira, mas mora no Japão há mais de uma década e estava preparando seu casamento com um japonês.

Decidiu fazer o casamento tanto em Tóquio, quanto no Rio de Janeiro. Logo no início dos preparativos, enviou email para 10 fotógrafos de casamento do Rio. Poucos minutos depois recebeu a resposta carinhosa de uma fotógrafa. Embora a mesma não pudesse fotografar seu casamento, porque estaria fora do Rio, se colocou a disposição para ajudar tanto quanto possível. Inclusive daí surgiu uma bela amizade. Um onigiri para quem descobrir o nome dessa fotógrafa. ;-)

Dos outros 9 fotógrafos não recebeu resposta nenhuma. Até que, um mês depois, um deles finalmente escreveu para dizer que também não tinha disponibilidade. O restante, nunca chegou a responder.

Para organizar um casamento, precisa-se contratar também outros profissionais, além do fotógrafo. E como foi a experiência com os demais? Bem parecida. Quase ninguém se deu ao trabalho de responder e, de modo geral, o atendimento foi precário com os poucos que responderam.

Por fim, minha amiga desistiu do casamento no Rio e casou-se apenas em Tóquio. Mais fácil, melhor atendimento e, naturalmente, muito mais barato. :-/

Circo dos horrores

A história acima não é isolada. Converse com qualquer pessoa que tenha se casado nos últimos anos, especialmente no Rio, e você provavelmente escutará relatos semelhantes de atendimento ruim.

Não é um problema exclusivo de fotógrafos de casamento, ou de profissionais ligados a casamentos. No caso do Rio, é um problema generalizado.

Tive a oportunidade de visitar centenas de cidades ao redor do mundo e posso garantir que, na área metropolitana do Rio de Janeiro, os serviços são consistentemente ruins, quase sempre, em quase tudo. Não importa se é caro ou barato. Tipicamente é ruim.

E a relação custo-benefício tende a ser a pior do mundo também, com pouquíssimas exceções. Sim, porque tenho que admitir que comprar Havaianas no Rio é mais barato que em outras partes do mundo. Mas, não vai muito além disso. Normalmente se paga caro e se obtém algo precário.

Apesar dos serviços não necessariamente bons, os profissionais de casamento venderam muito nos últimos anos. Tanto bons, quando não tão bons, fecharam negócios. Mas, por que?

Porque havia muita demanda. O mercado consumidor é grande e, como a economia ia bem, as pessoas tinham mais dinheiro e gastavam. Quando o mercado está aquecido, não é preciso fazer muito esforço para vender e nem é preciso ter um serviço primoroso.

O mercado ficou aquecido durante anos. Tem muita gente que começou sua carreira no segmento de eventos durante essa fase esplendorosa da economia brasileira. É ótimo trabalhar em um mercado assim. Ele é mais fácil e dá pra ganhar uma boa grana. Mas, tudo tem seu preço.

O problema de trabalhar em um mercado assim é que ele engana. É fácil acreditar que você fez a sua parte brilhantemente e por isso está se dando tão bem, quando na verdade, você estava apenas sendo beneficiado por um bom momento. E se você acredita que está mandando bem, quando não está, a conta vai chegar quando o mercado estiver em baixa.

Mercado mudando

Esse ano de 2013 está difícil para muita gente em diversos segmentos da economia. Os fotógrafos de casamento também estão sentindo a diferença. Para muitos, fechar negócio já não é mais tão fácil quanto foi até o ano passado.

E quando a situação aperta, é comum escutarmos justificativas como essas:

  • Tem muita concorrência.
  • Tem muita gente cobrando baixo, tentando fechar a qualquer custo.
  • Tem muita gente aí que cobra baixo, mas não tem capacidade.
  • Não dá para competir com esses novatos, que não sabem nada e cobram uma mixaria.
  • O mercado se prostituiu.

Ouvi essas frases muitas vezes e, a cada vez, tenho que respirar fundo e lamentar. Porque se alguém acredita nisso, ainda não entendeu onde está o problema. Então, vai ter muita dificuldade para resolvê-lo.

Se você acha que essas frases têm alguma coisa a ver com a sua dificuldade de fechar negócio, você está enganado. Para achar onde está o problema, não é preciso ir longe. Basta procurar um espelho. Diante dele você encontrará as causas. Não são os outros, o problema é com você mesmo.

Tem muita concorrência

Muita concorrência não é um problema em si. Você já foi a um shopping center, né? Lá tem muita concorrência. É uma aglomeração de lojas, uma coladinha na outra, muitas operando no mesmo segmento, concorrendo entre si.

Já foi na Feira de São Cristóvão? Tem muita concorrência. Já foi no Grand Bazaar, em Istambul? Se você for, dificilmente encontrará no mundo um lugar com concorrência maior. E você acha que os comerciantes de lá estão tristes por causa disso? Não.

Porque ter muita concorrência não é o problema. Inclusive diria que é até muito útil. Isso explico mais adiante.

Tem muita gente fechando negócio porque cobra baixo, mas não tem nenhuma capacidade técnica

A ideia é que você está perdendo negócio, porque um novato apareceu, com pouca experiência, pouco conhecimento e preço baixo. E com esses atributos conseguiu levar seu cliente, porque afinal, o cliente só enxerga o custo.

Há vários problemas com esse raciocínio. Em primeiro lugar, se você acha que o cliente só se importa com o preço na hora contratar o fotógrafo que vai registrar um momento tão importante da vida dele, você está menosprezando a inteligência dele.

Sim, existem pessoas que, por diversas razões, preferem pagar o mínimo possível. Mas, de um modo geral, as pessoas não são estúpidas. Praticamente todas querem um trabalho de boa qualidade, ainda que prefiram pagar pouco. Então elas buscam qualidade, inclusive no atendimento, praticamente sempre e tentam conciliar com o bolso.

Às vezes o bolso vai falar mais alto, porém acredito que isso não seja tão crítico quanto parece. Há muitos outros fatores que levam um casal a preferir um profissional em detrimento de outro. Achar que o problema é só o preço, é querer se iludir, enquanto insulta a inteligência do cliente.

E se você é um profissional com uma carreira bem estabelecida e se sente ameaçado por um “novato”, “inexperiente”, que cobra pouco para fechar a qualquer custo, que tipo de trabalho você oferece? Se você acha que o cliente não vai perceber a diferença entre seu trabalho, seu atendimento, e o que o novato oferece, é porque você precisa rever seu trabalho e seu atendimento.

Porque o novato tem as razões dele para ainda não ter um trabalho assim tão bom. Ele mal começou. Mas se você é um profissional que já está no mercado há mais tempo, há razões de sobra para esperar que seu trabalho seja notavelmente superior ao do novato. E se você realmente faz bem o seu trabalho e atende bem, qualquer leigo vai notar a diferença entre você e o novato.

Onde está o problema?

Se você não está fechando negócios, agradeça a si mesmo ou a si mesma. E, acredite, para o bem ou para o mal, você provavelmente está colhendo exatamente o que plantou.

Sim, sei que essa mensagem é dura e você tem todas as razões para achar que não a merece. Mas, merece sim. Porque o sucesso ou fracasso do nosso negócio tem 99% a ver com nós mesmos, independente de o mercado estar bem ou mal, de ter muita ou pouca concorrência, de ter muito ou pouco cliente.

Para entender isso, precisamos nos perguntar: o que faz alguém te escolher? Vejamos.

É seu preço?
É a qualidade do seu trabalho?
É a simpatia do seu atendimento?
É sua agilidade?
É sua capacidade de comunicação?
É o número de câmeras fotográficas que você tem?
É o tipo de câmera que você usa?
São seus diplomas?
São seus amigos?
São seus assistentes?
É o círculo social que você frequenta?
É sua boa relação com cerimonialistas?
É sua boa relação com outros profissionais?
É a dedicação que você demonstra no dia do casamento?
É a roupa que você veste?
É seu tom de voz?
Ou seria seu charme irresistível?
Talvez seu sorriso?
Seria sua capacidade de escutar?
Sua humildade, talvez?
Seria seu perfeccionismo?
Ou o seu amor incontrolável pela fotografia?
Poderia ser sua alegria em servir ao próximo?
Será que foi como você “empacotou” seu trabalho?
Ou foi aquele desconto bacana?
Quem sabe teria sido a forma como você flexibilizou o pagamento?
Será que é por que você fica até o final da festa sem cobrar hora extra?
Ou foi por que a pessoa conseguiu conhecer seu trabalho facilmente no site?
Foi por que o cliente teve acesso a muitas fotos no site e se sentiu mais confortável?
Foi por que você respondeu o email rápido?
Ou por que você ligou assim que recebeu a mensagem e logo marcou uma reunião?
Será que foi por que você foi pontual no dia da reunião?
Ou foi o agradinho que você trouxe no making of? Não, talvez tenha sido aquele agradinho que você deu no final do trabalho inteiro.
Teria sido a forma como você retocou as fotos do álbum, deixando cada uma perfeita, mas como se não tivesse sido editada?
Ou foi essa reputação de sempre cumprir o prazo?
Não, talvez seja sua alegria no dia do casamento e sua capacidade de divertir quem é fotografado. Sem falar na sua disposição, que mesmo no dia seguinte, já amanhecendo, parece inabalada.
Seria o perfeito acabamento do seu álbum? Ou o design elegante dele?

Enfim, qual dessas coisas faz alguém te contratar? Te garanto que não é nenhuma delas em separado. São todas elas juntas.

Cada um desses pontos precisam ser bem trabalhados se você quer se destacar e vender muito. Cada detalhe é importante. Tudo, absolutamente tudo, é levado em conta pelo cliente.

Não que o cliente faça uma análise super racional e detalhada desses pontos. É que, interagindo com você, intuitivamente e sem se dar conta, o cliente monta uma imagem de como você é. E é essa percepção, que ocorre de uma forma subconsciente, tem muitos componentes emocionais e leva em conta cada um desses detalhes, que determina se alguém fecha com você ou não.

No fim das contas, quando a gente é cliente, a gente fecha negócio quase sempre com quem a gente gosta e nos atende bem. É simples assim. Então, você precisa saber como conquistar as pessoas, como fazê-las gostar de você, com atendê-las bem. E todos os fatores acima são importantes para isso.

Seleção natural

Quando o mercado está aquecido, todo mundo se dá bem. Quem faz bem e quem faz mal vai vender. Porque todo mundo está comprando e não tem gente suficiente para atender. Por sua vez, quem está vendendo não precisa se esforçar para fazer melhor.

Quando o mercado desaquece, aí a história é outra. Tem menos gente comprando e menos disposição para pagar pelo que não parece assim tão bacana. É o momento em que os bons se destacam e os menos preparados perdem espaço. É o momento da seleção natural. Os que não fazem o dever de casa ficam pelo caminho.

Esse é o momento em que você melhor consegue apreciar a verdade sobre a concorrência e o mercado. Eles são seus amigos. A concorrência, especialmente no Rio, talvez seja a melhor amiga que você poderia ter.

Aprendizado

A concorrência e o mercado são excelentes professores. Observar como os concorrentes atuam, o que fazem, como fazem e por que fazem algo de um jeito ou de outro é importante. É uma enorme oportunidade de aprendizado.

Nenhuma empresa é criada no vácuo, no isolamento. Todos os negócios operam em um mercado e quando surgem, sempre levam em consideração práticas que já vinham sendo usadas por outros negócios semelhantes. Faz parte da sua responsabilidade, como dono de um negócio, olhar para a concorrência e aprender com ela.

Não se trata de copiar, mas sim de aprender com cada concorrente. O que ele faz bem que você poderia fazer também, ou poderia fazer ainda melhor? O que ele faz mal que você deveria evitar? Qual a perceção que as pessoas têm desse concorrente? E por que? Ter concorrentes é uma dádiva, porque te dá infinitas chances de aprender rapidamente.

O mesmo se aplica ao mercado. Ele é seu aliado quando está aquecido, porque te ajuda a vender mais. Porém, é um aliado ainda melhor quando está desaquecido, porque te força a aprender. Ele te faz buscar formas de fazer melhor o seu trabalho. Ele exige que você se aperfeiçoe. E isso é excelente para o futuro do seu negócio. Além disso, ele força os menos preparados a sair do negócio.

O mercado aquecido te ajuda no curto prazo, mas te torna preguiçoso, porque não demanda muito esforço. Por sua vez, o mercado desaquecido te ajuda a melhorar no médio e longo prazo, porque exige que você se aperfeiçoe. Faz com que você se prepare e plante para colher mais tarde.

A concorrência, especialmente na região metropolitana do Rio, é a melhor amiga que você poderia ter, porque em qualquer segmento, a maioria absoluta dos serviços é simplesmente ruim. Se você é bom isoladamente, é melhor ainda quando o cliente pode comparar com concorrentes menos preparados. Então, é muito mais fácil você se destacar, desde que você saiba plantar corretamente.

O sucesso precisa ser plantado

Quer colher o sucesso amanhã? Então, plante hoje. O mercado privilegia quem se prepara e se aperfeiçoa.

Conheço um monte de gente que está passando por dificuldade nesse momento. O que fazem? Reclamam do mercado, se aborrecem com a concorrência, se sentem injustiçados e acham que o problema sempre é com o outro.

Ao mesmo tempo, vá lá e veja se estão estudando, por exemplo, para melhorar. Não estou falando de estudar fotografia. Porque, se você ganha a vida como fotógrafo, antes mesmo de ser fotógrafo, você é um empreendedor. Você tem um negócio e você precisa aprender a conduzir um negócio.

Empreender é uma das atividades mais difíceis e exigentes que existem. É necessário aprender e dominar uma infinidade de conceitos relacionados a vendas, relacionamento, atendimento, finanças, marketing, recursos humanos, processos operacionais, psicologia, informática, mídias sociais, planejamento, organização e muito, muito mais.

Você, como empreendedor, se dedica a estudar essas coisas? Tipo, você lê e tenta aprender diariamente sobre essas coisas? Não? Então você tem um problema.

Os melhores empreendedores, aqueles que realmente têm sucesso e se destacam, estudam. Estudam muito. Estudam diariamente, a vida inteira. Não sobre a técnica da fotografia, por exemplo, mas sobre como mandar bem nos negócios. Isso é absolutamente fundamental, justamente porque empreender bem é uma das coisas mais difíceis do mundo. Pouca gente nasce sabendo fazer isso, se é que alguém nasce assim.

O mais provável é que você não tenha nascido sabendo tudo o que precisa para conduzir bem o seu negócio. Então, estude sobre isso. Essa é a sua forma de plantar o sucesso.

Normalmente a colheita não é imediata. Tempo também é pré-requisito. Portanto, especialmente se você é um novato, está no mercado há pouco tempo e faz bem o seu dever de casa, entenda que mesmo fazendo tudo certo, leva tempo para as coisas acontecerem. Assim como uma semente plantada hoje precisa de um tempo para germinar e se transformar em uma árvore.

Mas, dedicando-se a aprender e fazendo as mudanças necessárias, compatíveis com seu aprendizado, você vai se destacar. Até porque, você vai ser uma das poucas pessoas fazendo isso. Especialmente no Rio de Janeiro, onde a preguiça impera e pouca gente parece ter disposição para fazer o dever de casa. Sonhar com a praiana é sempre mais atrativo. Aliás, se você chegou a esse ponto do texto, já está na companhia de poucos. A preguiça já impediu que a maioria passasse do segundo parágrafo. :)

Mas, eu não tenho tempo

Sim, você não tem tempo para estudar. Mas, não falta tempo para assistir a novela. Até porque ela é sagrada. Muito menos para ver o jogo de futubel, porque ele é ainda mais sagrado. E é óbvio que você realmente precisa gastar o seu dia no Facebook, porque afinal, é o Facebook, né? Tipo, super importante, né? Ensina muito.

Se você não perde seu tempo com a novela, o futebol e o Facebook, por exemplo, você não é desse planeta. :-) Brincadeiras à parte, mesmo que você não faça nenhuma dessas coisas, se você acha que não tem tempo para estudar, é porque, no minímo, você precisa se organizar melhor.

Tempo é prioridade. É escolha. Todos os dias, todas as pessoas, em todos os lugares do mundo, recebem a mesma dádiva, independente de classe social, credo, gênero ou time de futebol: vinte e quatro horas para usar como bem entender.

O que você escolhe fazer nessas 24h é o que determina seu sucesso no final do dia. A escolha é inteiramente sua e é efetivamente uma escolha. É importante compreender isso. É uma escolha.

Se você escolhe jogar seu tempo no lixo se dedicando a assuntos que não contribuem em nada para avançar o seu negócio, essa escolha é sua, inteiramente sua. E as consequência dela também são de sua inteira responsabilidade.

Quer ter mais tempo para estudar e se aprimorar em seu negócio? Simples, comece observando o seu dia e se perguntando: o que eu posso deixar de fazer? Essa é a primeira coisa. Desligar a TV e largar o Facebook são apenas algumas ações óbvias. Porém, há muitas outras.

Você realmente precisa dizer sim a todos os eventos para os quais te convidam? Todos eles contribuem para você avançar em seu negócio? Não estou dizendo que é ruim ir a festas e encontrar os amigos. Estou dizendo que é preciso fazer escolhas, se você realmente quer que seu negócio avance, não dá para fazer tudo. É preciso focar no que faz diferença.

Você realmente precisa passar horas no telefone discutindo assuntos “legais”, ou reclamando da concorrência, ou criticando alguém? Você precisa se envolver em todas as atividades em que está envolvido atualmente? Você poderia delegar algumas atividades a outras pessoas, ou simplesmente deixar de fazê-las? O que poderia fazer diferente?

Conclusão

Tempo é prioridade. É organização. É fazer escolhas.

Se você quer mandar muito bem em seu negócio, escolha dedicar seu tempo a aprender como conduzir bem um negócio. Entenda que nem o mercado, nem a concorrência são a causa de suas dificuldades. Você é quem causa dificuldades ou sucessos em seu negócio. Assuma sua responsabilidade e pare de culpar os outros.

Seu sucesso depende de como você escolhe usar as 24h que recebe a cada dia. Tic tac tic tac… Escolha sabiamente. Estude, faça seu dever de casa e se aperfeiçoe. Tenha paciência e saiba que os resultados virão.

UPDATE (19/12/2013)

Como esse é um assunto que me interessa muito e é difícil transmitir certas coisas apenas pelo texto, fiz um vídeo que discute melhor esse assunto.

O que está acontecendo com o Be on the Net?

Se você nos acompanha ou é nosso cliente, deve ter notado que andamos quietos. E já não se notam mudanças no Be on the Net há algum tempo. Quer saber a razão?

Estamos arrumando a casa para introduzir diversas novidades. A maior parte do que estamos fazendo não é visível de fora. Mas, para entender o que está em andamento e como isso irá te afetar, se você for nosso cliente, preciso te contar algumas coisas.

O desafio de criar um produto

Criamos o Be on the Net em 2008 seguindo essa lógica: escreveríamos um software que fizesse o mínimo necessário para permitir a criação de sites, que fossem particularmente bons para apresentar fotos e vídeos. Mas, por que o mínimo?

Escrever software é difícil, complexo e arriscado. Montar um negócio baseado em software e torná-lo lucrativo é ainda mais desafiador. É preciso empregar uma boa estratégia para que funcione.

Escrever software é arriscado porque, uma vez pronto, pode ser que pouca gente goste e, portanto, pague por ele. E dado que fazer software é caro, corre-se o risco de investir muito dinheiro e ele ser jogado no lixo, porque ninguém quer usá-lo. Isso acontece o tempo todo.

Pensando nisso, nossa estratégia foi justamente investir o mínimo possível para fazer um software que pudesse ser útil e atrativo. Daí colocaríamos no mercado e, se desse certo, continuaríamos investindo nele. Senão, iríamos deixá-lo de lado e tentaríamos outra coisa.

É um jogo complicado. Se você investe na criação de algo muito abrangente, corre o risco de perder dinheiro se ninguém quiser usá-lo. Por outro lado, se o software faz muito pouco, corre o risco de ninguém usar, porque o software não faz o mínimo necessário. Portanto, é preciso encontrar um equilíbrio. E isso é incrivelmente difícil.

Felizmente nós acertamos. Escrevemos o menor software possível, que pudesse atender aos clientes e muita gente adotou o Be on the Net. Até muito mais do que esperávamos.

Como fizemos para escrever o menor software possível? Automatizamos o que necessitava de atualização frequente e deixamos que o resto fosse feito de forma manual.

Fotos e vídeos são atualizados com frequência. Então, escrevemos o software necessário para que os próprios clientes façam a atualização, sem depender de nossa ajuda. Por outro lado, textos mudam pouco nos sites. Então, não implementamos software para que os clientes pudessem fazer essa atualização diretamente. Nós fazemos isso manualmente quando eles nos pedem.

Fazemos muitas coisas manualmente, de propósito. Porque, no início, não fazia sentido escrever software para automatizar tudo se não tínhamos certeza se o Be on the Net vingaria ou não. Essa estratégia nos poupou muito esforço de desenvolvimento naquela época e nos permitiu lançar o Be on the Net rapidamente.

Crescimento do Be on the Net

O Be on the Net foi lançado e nós passamos boa parte do ano de 2009 fazendo ajustes e automatizando partes mais urgentes do negócio. Além disso, trabalhamos duro para recepcionar todos os clientes e orientá-los.

É preciso lembrar que boa parte do que fazemos nos bastidores é manual e somos apenas duas pessoas cuidando de tudo: eu (Vinícius) e o Leandro. Se já é desafiador cuidar de um monte de clientes com uma equipe grande, imagina com apenas duas pessoas.

Com o tempo o software se estabilizou e hoje é extremamente sólido. Os sites funcionam sem qualquer tipo de problema, praticamente o tempo todo.

Uma vez que as coisas se estabilizaram, começamos a fazer sucessivos investimentos para automatizar o que havíamos deixado para ser feito manualmente. Portanto, investimos na criação de mais software que pudesse nos ajudar a reduzir o volume de trabalho manual. E estamos fazendo isso até o dia de hoje.

Mudanças pessoais

Em 2010 nós começamos algumas mudanças pessoais que, naturalmente, tiveram seus efeitos no negócio. Até então, eu e o Leandro trabalhávamos juntos, um ao lado do outro. Mas, a partir do final de 2010 o Leandro passou a trabalhar em sua própria casa e eu deixei o Brasil, junto com a Pati (Patricia Figueira), minha esposa. Passamos a viver em diferentes partes do mundo porque estávamos insatisfeitos com a vida que levávamos em Niterói e queríamos conhecer melhor o mundo.

Claro que tanto eu, quanto o Leandro, sabíamos que isso precisava ser compatibilizado com o trabalho que estávamos fazendo no Be on the Net, que naquela época era nossa prioridade e continua sendo até hoje. Então, nos planejamos, nos preparamos e nos organizamos para que essa mudança no esquema de trabalho não afetasse nossos clientes. Isso funcionou.

Nós passamos a trabalhar remotamente e tudo continuou em ordem. Nós mantivemos todos os sites funcionando, continuamos acolhendo novos clientes e investimos em mais melhorias internas para reduzir o volume de trabalho manual.

Vida nômade

Ao sair do Brasil, há quase três anos, eu e a Pati, passamos a viver como nômades. O que isso significa?

Ao contrário da maioria das pessoas, nós não temos casa fixa, nem no Brasil, nem em qualquer lugar do mundo. Viajamos com frequência e passamos alguns meses em diferentes lugares do mundo. E onde a gente estiver a gente aluga um apartamento temporário que passa a ser a nossa casa pelo período em que estivermos ali.

Nós não viajamos para fazer turismo ou passear. Viajamos para viver a vida em outros lugares e ter noção de como as coisas são e funcionam em cada parte do mundo. É um processo de aprendizado. Quando estamos em uma cidade, onde quer que seja, nossa rotina é a mesma que já tínhamos no Brasil.

Trabalhamos a maior parte do dia durante a semana e fazemos algum programa diferente no fim-de-semana. Mas, como estamos sempre conhecendo novos lugares, as coisas simples do dia-a-dia se transformam em “pequenas aventuras”.

Ir almoçar nos faz conhecer as comidas do lugar, no supermercado as coisas são “estranhas”, o sistema de transporte é diferente, as pessoas são diferentes, a língua é diferente, o dinheiro, a moda e tudo mais. Mesmo sem fazer turismo, somos expostos a vários coisas novas.

Ainda assim a gente trabalha e faz tudo normalmente, exatamente como já fazíamos no Brasil. Só que até melhor. Porque passamos a ter novas experiências, novas perspectivas, novos pontos de vista. Isso nos transforma e, acredite, melhora nosso trabalho.

E, se você estiver se perguntando de onde a gente tira dinheiro para viajar, a resposta é tão simples, quanto surpreendente. Como a gente não tem mais casa fixa, a gente também não tem conta fixa. Então, o que a gente deixou de gastar com as contas fixas no Brasil é o que a gente usa para pagar as viagens.

Não gastamos mais por estar viajando. Inclusive frequentemente gastamos menos, porque o Brasil é atualmente um dos lugares mais caros do mundo, especialmente cidades como Niterói, Rio, São Paulo e Brasília.

Nos primeiros meses, lá pelo início de 2011, tudo era novo. Então, tentávamos tirar um pouco de tempo para “turistar”. Além disso, éramos inexperientes e gastávamos mais tempo para fazer as coisas, porque ainda não sabíamos navegar pelo mundo. E, para piorar, mudávamos de lugar com mais frequência, porque tínhamos a ansiedade natural de quem está começando a viajar pelo mundo e quer ver tudo de uma vez só.

Você deve estar imaginando que isso reduziu nosso ritmo de trabalho ou fez com que produzíssemos menos. No início isso realmente aconteceu e peço desculpas aos clientes por isso. Nesses primeiros meses, em que tudo era novidade, foi difícil manter a cabeça no lugar e me concentrar no trabalho. Eu conseguia dar um jeito, mas meu tempo também era dividido com o planejamento das viagens e vários outros assuntos. Se por um lado isso foi ruim naquele primeiro momento, por outro, me transformou para melhor. E os resultados se fazem sentir na atualidade.

Organização

Viver como nômade é extremamente interessante e gratificante. A tal ponto que não sei se um dia poderíamos voltar a ter uma vida “normal” e viver em uma casa fixa. Por outro lado, é um modelo de vida exigente. É como viver no limite de suas capacidades. E fica claro que, se você não fizer o dever de casa, as coisas vão dar errado rapidamente.

Não dá para descansar e deixar os problemas de lado para resolver amanhã. Tudo tem que ser enfrentado logo e de forma honesta. É uma vida ativa, que demanda, acima de tudo, organização, disciplina, planejamento e atitude. Nós percebemos isso rapidinho. Com o tempo fomos nos transformando para agir de acordo.

No início passávamos poucos dias em cada lugar e logo depois íamos para outra cidade. Só que quando você chega em um lugar novo, é preciso alguns dias para se adaptar e estabelecer uma rotina. Então, se você pula demais de um lugar para outro, necessariamente gasta mais tempo em adaptações. Isso prejudica o trabalho.

Levando isso em conta, nós fomos mudando nosso ritmo de viagem e hoje alcançamos o que acreditamos ser o ritmo ideal, que deveremos manter daqui por diante. Essencialmente, ficamos pelo menos dois meses em um lugar. Se for possível três ou quatro, melhor ainda. Dessa forma, a gente consegue chegar, se adaptar, estabelecer uma rotina e ficar um bom tempo trabalhando sem passar por novas adaptações.

Nesse ano de 2013, por exemplo, nós ficamos dois meses em Istambul, na Turquia, depois três meses em Buenos Aires, na Argentina e agora ficaremos um total de quatro meses no Rio. Aliás, nós saímos do Brasil no final de 2010, mas voltamos ao Rio por quatro meses a cada ano, porque é a época em que a Pati fotografa casamentos por aqui. E nós aproveitamos esse período para colocar nossa vida em ordem no Brasil, sobretudo no que diz respeito a burocracias e coisas chatas em geral.

Distrações

O mundo em que vivemos hoje é poluído por um grande número de distrações. Tem as digitais, como Facebook, Twitter, YouTube, WhatsApp, emails e a própria TV. E tem as físicas como trânsito, reuniões, eventos sociais e chatices burocráticas.

Todo mundo tem um monte de coisas chatas para resolver. Nós também. Só que decidimos eliminá-las de forma implacável. Há três anos trabalhamos duro para remover ou resolver todo tipo de questão burocrática.

Primeiro fizemos isso eliminando quase todas as nossas posses. Sim, porque aquilo que você possui, te possui. Quer um exemplo? Se você tem um carro, necessariamente tem que lidar com atividades tais como pagar IPVA todo ano, renovar o seguro, abastecer e levar ao mecânico.

Se você tem um telefone com conta, eventualmente tem que ligar para reclamar da conta que veio errada. Se você tem um ar condicionado, ele quebra e o verão está chegando, tem que gastar tempo consertando. E por aí vai. Tudo gasta algum tempo e demanda algum esforço.

Nós eliminamos tudo isso. Não temos casa, nem carro, nem aparelhos, nem contas fixas, nem relacionamento com grandes empresas em geral. Temos apenas o estritamente necessário para exercer nosso trabalho. Portanto, algumas mudas de roupa, nossos notebooks e as câmeras que a Pati usa para fotografar os casamentos.

Tivemos que agir ativamente ao longo dos anos para eliminar todas essas coisas que, em grande parte, nos distraem e agregam pouco valor. Foi um processo trabalhoso, mas libertador. Liberou nosso tempo para coisas mais importantes.

Viajando pelo mundo, pudemos perceber o quanto nós, brasileiros, usamos mal o tempo. Nos deixamos distrair por falta de organização e porque achamos que não podemos negar nada. Assumimos todo tipo de compromisso desnecessário, só para ficar bem com todo mundo. Mas, não ficamos bem com nós mesmos. Porque não temos cuidado com nosso próprio tempo.

Felizmente eu e a Pati aprendemos muito e nos tornamos profundamente atentos à forma como empregamos nosso tempo. Damos muito valor a ele e por isso somos muito mais organizados. Além disso, somos mais seletivos com os compromissos que iremos assumir, incluindo os compromissos sociais.

Aprendemos a gastar pouco tempo em redes sociais, sites de notícias e, acima de tudo, nunca perdemos um único segundo do nosso dia assistindo TV. Temos uma rotina bem definida. Acordamos cedo e trabalhamos com muita concentração a manhã inteira. Eu programando, a Pati tratando fotos ou montando álbuns. À tarde continuamos nesse trabalho e eventualmente respondemos emails e afins. Comemos de forma saudável e malhamos para manter o corpo condicionado e a mente em paz.

Nos tornamos focados em produzir, fazer bem o nosso trabalho e fazer isso de modo produtivo, onde quer que estejamos. E, quando queremos e podemos, participamos de compromissos sociais que escolhemos cuidadosamente.

Parece chato. Mas, não é. Acredite, pouca coisa gera tanta satisfação quanto a oportunidade de dedicar-se a um trabalho que a gente ama e fazê-lo bem feito.

Pendências no Be on the Net

No meio dessas viagens, eu e a Pati percebemos uma coisa sobre nossos respectivos trabalhos. Precisávamos eliminar as pendências. Ou seja, entregar tudo que estava atrasado, organizar o que estivesse bagunçado e focar em criar uma estrutura adequada para o crescimento. Tudo isso antes de iniciar novos projetos ou expandir o que já vínhamos fazendo.

No caso do Be on the Net, isso me levou a executar uma série de ações, começando pela base. O Be on the Net roda em um conjunto de servidores e eu trabalho com um notebook. Então, a minha primeira preocupação era em relação aos servidores e ao notebook.

Tanto os servidores, quanto o notebook funcionam normalmente. Mas, e se acontecer alguma coisa? E se o servidor parar de funcionar? E se o notebook quebrar ou for levado? Como ficam as coisas?

Garantir que os servidores estejam sempre funcionando é a coisa mais básica que precisamos ter em mente. Além disso, é preciso garantir que eu consiga voltar a trabalhar rapidamente mesmo que alguma coisa aconteça com meu notebook. Como resolver essa questão? Automação e virtualização.

No que diz respeito aos servidores, automatizei a instalação e configuração de todos os aspectos de nossos servidores. Dessa forma, se alguma coisa acontecer com eles, é possível passar a usar novos servidores rapidamente, já que todo o processo de instalação e configuração está organizado e automatizado.

O notebook é igualmente crítico. Tenho um notebook da Apple, mas realizo todo o meu trabalho em uma máquina virtual Linux dentro dele. Como é uma máquina virtual, posso copiá-la inteiramente para outro computador, um pendrive, ou algum lugar na internet. Dessa forma, se meu notebook quebrar ou for levado, baixo minha máquina virtual em um novo notebook e continuo a trabalhar normalmente.

Organizar as coisas dessa forma levou tempo e demandou muito esforço. Mas, hoje me sinto muito mais tranquilo sabendo que estou melhor preparado para enfrentar qualquer contratempo tanto nos servidores, quanto no notebook.

Projetos passados, publicações e eventos

Antes de criar o Be on the Net, fazíamos consultoria em Extreme Programming, uma técnica de desenvolvimento de software na qual éramos especialistas. Então, tínhamos prioridades completamente diferentes.

Por exemplo, sempre gostei de escrever e publicar conteúdo de um modo geral e isso era muito útil na época da consultoria. Com o tempo, fui acumulando sites e conteúdos que não tinham mais qualquer relevância para o tipo de trabalho que fazemos hoje. Fora isso, aceitava convites para um monte de palestras técnicas a cada ano.

O problema disso é que tudo demanda tempo e atenção. Não apenas as coisas físicas, mas também as digitais. Quando finalmente compreendi isso, comecei a eliminar inúmeros sistemas antigos, publicações, participação em eventos e por aí vai. Em suma, enxuguei minha vida tanto no que se refere a questões do mundo físico, quanto do mundo digital. Ainda participo de um evento técnico aqui, outro ali, mas, é raro. Porque minha prioridade é o Be on the Net.

Visibilidade

Além do que já foi descrito, houve inúmeras outras ações que realizamos ao longo dos últimos anos que serviram para arrumar a casa, mas nada disso é visível de fora. Quando um casal prepara uma festa de casamento, por exemplo, o que os convidados vêm é a festa. Só o casal tem conhecimento de todo o trabalho que foi feito anteriormente em preparação para o grande dia.

A boa notícia é que, com tudo o que já fizemos, estamos cada vez mais perto do grande dia. Ou seja, iremos introduzir mudanças importantes no Be on the Net, as quais serão bastante visíveis.

Em teoria, eu e o Leandro poderíamos ter introduzido tais mudanças há mais tempo, se tivéssemos contado com a ajuda de outras pessoas. Mas, preferimos adiar qualquer contratação por duas razões.

É ilusão achar que as coisas vão andar mais rápido simplesmente porque tem mais gente trabalhando com você. As coisas andam mais rápido se estiverem organizadas e você conseguir trazer gente competente para trabalhar com você. Trazer mais gente em um cenário onde as coisas não estejam bem organizadas, tende a tornar o problema ainda pior.

É preciso dedicar tempo e atenção às novas pessoas. O que reduz seu próprio tempo para organizar a casa. Fora o fato de que, no início, enquanto as pessoas não souberem como fazer as coisas, elas só irão contribuir para deixar tudo ainda mais bagunçado.

Além disso, contratar é caro. Especialmente no Brasil. Então, precisa ser feito com cautela. Porque para o Be on the Net existir e crescer, é preciso que ele seja lucrativo e funcione com o menor custo possível. Sendo lucrativo, a gente consegue acumular reservas. E, fazendo isso, a gente consegue que ele sobreviva a qualquer contratempo na economia.

Como bem sabemos, o Brasil vive entrando e saindo de crises. Portanto, é prudente preparar-se para elas e foi o que nós fizemos. Criamos um negócio enxuto e cada vez mais eficiente, ao mesmo tempo que criamos uma importante reserva financeira. O que agora nos permite passar a contar com a ajuda de novas pessoas.

Há um mês estamos trabalhando com mais algumas pessoas talentosas que estão nos ajudando em inúmeras áreas importantes do nosso negócio. O resultado disso será visível em um futuro próximo.

Nova etapa

Tudo o que fizemos ao longo dos últimos anos foi possível especialmente por conta da confiança que nossos clientes depositaram em nós. Temos uma imensa dívida de gratidão com eles e o compromisso de trabalhar para lhes prover um serviço cada vez melhor.

Tanto eu, quanto o Leandro somos fiés a esse compromisso. Nós não temos envolvimento com nenhum outro negócio e não temos planos de criar novos produtos tão cedo. Continuaremos investindo exclusivamente no Be on the Net por muito tempo. Até que ele esteja bem arrumado e alcance todo o seu potencial. Até lá, não nos envolveremos em nenhum outro tipo de trabalho.

Em tempo, tecnicamente sou conselheiro da HE:labs. O que significa que, a cada três meses, participo de uma reunião de conselho que dura três horas. Aceitei essa atribuição porque trata-se de um tempo mínimo e porque essa empresa essencialmente preencheu a lacuna que deixamos quando paramos de fazer o trabalho de consultoria. Os donos são meus amigos pessoais e quero que a empresa dê certo. Essa é a única exceção, mas como demanda apenas o equivalente a um dia de trabalho por ano (4x3h=12h, que equivale a um dia típico de tabalho para mim), não afeta o meu trabalho no Be on the Net.

O Be on the Net está entrando em uma nova etapa. Eu, o Leandro e a Pati mudamos para melhor ao longo desses anos. Aprendemos muito e estamos investindo na evolução do Be on the Net. Estamos felizes com o que conseguimos fazer até o momento e animados por tudo o que está por vir. Não vamos discutir detalhes por enquanto, mas esteja certo de que estamos fazendo tudo ao nosso alcance para você curtir muito o que vem por aí.

Site profissional: por que é tão importante ter um?

Site profissional: por que é tão importante ter um?

Foto de James Cridland (CC).

Assim que confirmou a data das férias, Amanda começou a buscar as passagens aéreas na internet. Em seguida, procurou hotéis, leu comentários e escolheu o mais promissor. Para isso, consultou também um mapa na internet para ver quais ficavam mais perto da praia. Como tinha dúvidas sobre o transporte do aeroporto até o hotel, pesquisou um pouco mais na internet e descobriu que podia pegar um ônibus baratinho até um local próximo do hotel. Por fim, colocou todas as informações em uma planilha, também na internet, e compartilhou com o maridão, Jorge. 

Amanda, casada com Jorge há apenas um ano, é dessas que usa a internet para tudo. Até o próprio casamento foi praticamente todo organizado pela internet, a começar pela pesquisa dos fornecedores.

Para escolher a igreja e um local para a festa, pediu ajuda das amigas e de outras noivas. Foi no Facebook e em alguns fóruns de noivas, escreveu um pouco sobre como gostaria que seu casamento fosse, e pediu recomendações. Minutos depois já tinha uma lista de locais.

Pegou o nome de cada um e fez uma busca por fotos, para que pudesse ter uma ideia dos mais promissores para seu casamento. Selecionou alguns e entrou em contato.

Esse mesmo processo, de pedir ajuda às amigas, ou simplesmente fazer buscas no Google, foi usado para tudo. O único inconveniente era quando o fornecedor não tinha site ou o site era muito ruim. Nesses casos, por melhor que fosse a recomendação, Amanda preferia deixar para lá e tentar outro fornecedor. Simplesmente não dava tempo para fazer negócio com quem não estava presente na internet.

Coisas de cidade grande

Em muitas cidades brasileiras, especialmente nas maiores, locomover-se tornou-se proibitivo. No Rio, por exemplo, ter que ir “ali” fazer uma visitinha a um fornecedor é inviável, a menos que a negociação já esteja avançada e a visita sirva apenas para confirmar pessoalmente todos os detalhes.

O transito pavoroso já não permite o luxo de uma visitinha para conhecer um fornecedor, sem ter tido nenhum tipo de contato prévio com seu trabalho através da internet. Ainda que permitisse, há um problema ainda mais básico: quem pode comprar normalmente está trabalhando e passa muito tempo no trabalho. Razão adicional para resolver o máximo de questões diretamente na internet.

Internet no Brasil

A internet comercial no Brasil começou em 1995, portanto, há 18 anos. Já a internet banda larga começou por volta de 2000. Já são 13 anos avançando em banda larga. Hoje o Brasil tem quase 100 milhões de usuários de internet. Metade da população brasileira acessa a internet. 

Só para dar uma ideia do tamanho desse contingente, apenas 11 países no mundo têm mais de 100 milhões de habitantes, sendo o Brasil um deles. Enquanto o Brasil tem quase 100 milhões de pessoas acessando a internet, os outros quase 200 países nem sequer têm esse número de pessoas na população inteira. 

E se isso não bastasse, o Brasil é recordista no número de horas que a popupalção passa na internet. Todos os anos estamos entre os países que lideram no uso da internet. A internet é uma paixão nacional. Quem já usa, quer usar ainda mais e quem não usa está doido para começar. Esse número vem crescendo a passos largos e vai continuar sendo assim. Até porque, o brasileiro adora se comunicar e a internet é perfeita para isso.

Mudança de comportamento

Entre o público de melhor poder aquisitivo no Brasil, a internet é parte do cotidiano há pelo menos uma década, podendo em muitos casos chegar a quinze anos ou mais. Já é um bom tempo. Então, quem estiver casando atualmente e tiver um bom poder aquisitivo, na faixa dos 20 a 30 anos, vem usando a internet direto em toda a sua vida adulta e possivelmente a maior parte da adolescência, ou toda ela. A internet é extremamente natural para esse público e é onde tudo começa.

Essa turma adquire produtos e serviços através de um processo bem definido: pesquisa bastante na internet, verifica as opiniões dos amigos e de outros internautas, faz alguns contatos e toma a decisão de qual lugar oferece a melhor opção. Daí, ou fecha o negócio diretamente pela internet, ou faz uma eventual visita. Mas, note que antes de optar por uma visita, as pessoas vão filtrar na internet, tanto quanto possível.

Isso significa que cada vez mais o processo de compra se inicia na internet e é decidido lá. O mundo físico é envolvido apenas na hora de fechar o negócio, pegar o produto, usufruir do serviço e olhe lá.

Riscos e oportunidades

A internet está mudando radicalmente a forma de comprar e vender no mundo inteiro. Para quem tem um negócio, isso representa alguns riscos e imensas oportunidades.

O maior perigo é justamente ignorar essas mudanças. É cada vez menos viável ter um negócio sem presença na internet. Por melhor que esse negócio tenha sido no passado, ele vai perder espaço se não estiver adequadamente representado na internet. Porque quase todas as decisões de compra e contratação de serviços serão feitas na internet.

Por outro lado, a oportunidade é gigantesca. Quem estiver disposto a aprender mais sobre como usar a internet nos negócios poderá lucrar muito com ela. E quanto mais cedo começar a fazer o dever de casa, melhor.

A primeira grande vantagem da internet é a possibilidade de ampliar o público. Peguemos o exemplo de uma loja de bairro. Tipicamente só as pessoas do bairro irão frequentá-la. O público é limitado pelo número de pessoas que circulam na área em que o comércio se encontra.

Na internet, o potencial de público é muito maior. A distância entre o internauta e qualquer site na internet é exatamente a mesma para todos os sites. Tudo o que a pessoa precisa fazer é colocar o endereço do site no navegador e a página vai aparecer. Portanto, uma loja pode, em teoria, vender para qualquer uma das bilhões de pessoas que usam a internet diariamente.

Claro que na prática esse número tende a ser menor, seja por diferenças de idioma, seja porque apenas um certo número de pessoas conhece seu site na internet. Porém, ainda assim, pode ser bem maior que a sua base atual de clientes.

Por exemplo, uma pessoa que produz convite de casamento no Rio pode aumentar sua clientela oferecendo serviços para todo o Brasil. Basta que tenha uma boa presença na internet e anuncie para todo o país. Pode até vender para o exterior também, se assim desejar. Tudo depende de como for sua presença na internet.

Uma oportunidade adicional se apresenta no Brasil. Como muitos negócios ainda não se adaptaram e não têm uma boa presença na internet, quem chega primeiro, ou faz um trabalho bem feito, leva vantagem. Essa é a boa notícia. Se você está de fora, tudo bem, ainda está em tempo de corrigir isso e obter uma boa vantagem competitiva.

Baixo investimento

Outro aspecto crucial na internet é o valor do investimento. É possível expor produtos e serviços, através de um site profissional, com investimento baixíssimo. De fato, o equivalente ao valor de um cafezinho por dia já basta.

O investimento em publicidade também pode ser muito baixo. Dependendo de como um site é feito e de quão relevante for seu conteúdo, o próprio Google poderá lhe encaminhar inúmeros potenciais clientes diariamente, de graça. Mas, mesmo se esse não for o caso, soluções de publicidade como o Google AdWords e os anúncios do Facebook, entre outras, podem ser usadas de modo a caber dentro de qualquer orçamento. E o que é melhor: pode-se aprender sobre tudo isso de graça. Basta investir algum tempo em ler as instruções desses serviços. 

Independente das soluções de publicidade, investir em um site profissional pote trazer um retorno extremamente elevado, porque como explicado em um artigo anterior, todo negócio precisa contar uma história. Essa história tem que estar em algum lugar que seja fácil de acessar. E nenhum lugar é mais fácil de acessar que um bom site na internet.

Por exemplo, suponha o caso da Rita, que faz bolo de casamento. Quando Amanda procurava por fornecedores de bolo de casamento, várias amigas sugeriram contratar a Rita que, felizmente, tem um site profissional. Amanda entrou no site, leu todas as explicações, viu as fotos de todos os bolos, compreendeu como funcionava o serviço e entrou em contato com Rita. Portanto, o site da Rita deu suporte às recomendações que recebeu. 

Por outro lado, veja o caso do Tony. Ele é um ótimo maquiador que foi recomendado por várias amigas de Amanda. Porém, não tem site. Conclusão? Amanda não conseguiu conhecer seu trabalho, nem teve paciência de buscar mais, porque tinha várias outras recomendações igualmente boas, cujos trabalhos eram fáceis de consultar na internet.

Nesse caso, ainda que Tony fosse o melhor maquiador do mundo, teria perdido a oportunidade pelo simples fato de não ter uma plataforma, um site, onde expor seu trabalho. Claro que nesse exemplo, Tony jamais poderia ser o melhor dos maquiadores, porque não fez o dever de casa. Se tivesse feito, já teria um site profissional para sustentar e contar sua história.

Conclusão

Todo mundo que tem algum tipo de negócio precisa estar na internet e, de preferência, muito bem apresentado. Porque as decisões de compra estão sendo feitas através da internet o tempo todo. 

Nem sempre as pessoas efetivam uma compra pela internet. Mas, elas quase sempre pesquisam primeiro na internet e é lá que as decisões são tomadas. Uma vez decidido, ou a compra é feita diretamente na internet, ou faz-se uma visita apenas para fechar o negócio, pegar o produto ou usar o serviço.

O número de pessoas usando a internet no Brasil está próximo dos 100 milhões. É um público gigantesco, o quinto maior contingente de internautas no mundo e o que passa mais tempo conectado. A internet é uma paixão nacional e crescerá ainda mais.

Quem ainda não está usando a internet para expor seus negócios ou faz isso de forma precária está correndo risco e desperdiçando uma enorme oportunidade. Especialmente porque o investimento para ter um site profissional é baixo e o potencial de retorno é alto.

Felizmente, é possível aprender sobre como usar a internet para melhorar seus negócios. Há uma imensa variedade de textos, vídeos e todo tipo de material disponível gratuitamente por todos os lados da internet. Basta ter interesse, um poquinho de dedicação e vontade de ganhar mais.

Saiba mais nesse vídeo sobre a importância de ter um site profissional.

Autor: Vinícius Teles.

Quem está disposto a fazer o dever de casa?

Quem está disposto a fazer o dever de casa?

Foto de Patricia Figueira.

Ísis é cerimonialista. Outro dia soltou essa no Facebook:

“Está cada vez mais difícil ser cerimonialista. É tanta gente entrando no mercado, sem noção, totalmente amadora e cobrando valores completamente fora da realidade! Desse jeito, vai todo mundo falir.”

O mais preocupante nessa história é que Ísis não é uma cerimonialista qualquer. Muito pelo contrário.

Ísis: a melhor cerimonialista

Há vinte anos Ísis era bancária. Não era exatamente um trabalho de que gostava, mas era o que tinha. As coisas mudaram quando uma amiga do banco começou a preparar uma festa para o filho.

Ela contratou um cerimonial, mas pelo visto foi um desses bem amadores. Na semana do aniversário, ficou claro que não ia dar conta. Vendo a amiga desesperada, Ísis se ofereceu para ajudar. Para sua própria surpresa, adorou o trabalho e praticamente salvou a festa. De fato, deu tudo tão certo que as pessoas achavam que era ela a cerimonialista.

O resultado foi previsível. Outras mamães começaram a pedir a ajuda de Ísis. No início, ela dava uma força praticamente de graça, porque não se achava boa nisso. Fora que ajudar nas festas lhe dava mais prazer do que o trabalho no banco. Então, não achava que devia receber por isso.

Poucos meses depois já eram tantas festas que ela começou a cobrar, até mesmo como uma forma de tentar diminuir um pouco a procura. Mas, não adiantou, os pedidos de organização de festa continuaram chegando cada vez mais até que tomou coragem e se demitiu do banco.

O resto é história. Desde então Ísis praticamente não respira. Durante os últimos vinte anos esteve organizando festas em quase todos os fins-de-semana do ano. Raros são aqueles em que sua agenda está vazia. 

Ela é reconhecida por todos como uma cerimonialista eficiente, que sempre entrega aquilo que promete. As falhas são raras. Por outro lado, como está sempre trabalhando muito, nunca teve tempo de se dedicar a outros aspectos do negócio. O foco sempre foi a execução das festas. O resto ia levando como podia.

Isso funcionou bem durante os primeiros quinze anos. Mas, a verdade é que de cinco anos para cá as coisas começaram a mudar e Ísis percebeu que já não era mais tão fácil fechar negócio. Fora que a própria demanda tinha caído notavelmente. 

Por mais que tentasse, não conseguia achar outra explicação, a não ser a concorrência cada vez maior dessas meninas que estavam chegando agora, sem nenhum conhecimento do assunto, totalmente amadoras e sem a menor capacidade de organizar e conduzir um evento.

Pilar: a que faz o dever de casa

Pilar fez vestibular pela primeira vez aos dezessete anos, em uma época em que ainda não havia alternativas como o Enem. Não passou. Mas, não pense que faltou estudo. Bem ao contrário.

Pilar sempre foi uma aluna responsável, excessivamente responsável e dedicada, diriam alguns. Era o tipo que chegava em casa todos os dias e passava os cadernos a limpo com suas canetas coloridas. Cada caderno parecia uma obra de arte e o dever de casa sempre tinha de estar pronto antes que ela partisse para outra atividade.

Véspera de prova era impossível tirá-la de casa. Enquanto algumas amigas estudavam um pouquinho e iam para a balada, Pilar se dedicava de corpo e alma aos estudos. E até por isso tinha sempre notas excelentes. Mas, isso não foi suficiente para que passasse no vestibular.

Tentou passar para o curso de arquitetura. Mas, falhou três vezes. Foram três anos  se esforçando para passar na universidade pública, já que a particular a família não podia pagar. Em todos os casos foi derrotada por si mesma, pelo nervosismo. Quando chegava em casa, sabia fazer a prova praticamente toda. Mas, na hora da prova, se apavorava e colocava tudo a perder.

Finalmente desistiu e foi procurar um trabalho. Uma colega lhe disse que havia uma casa de festas contratando assistentes de cerimonial. Ela mal sabia do que se tratava, mas foi conferir. E assim esbarrou nessa profissão, quase por acaso. 

O que mais gostou desse trabalho é que via a transformação do lugar. A cada festa havia uma nova decoração e o processo de transformar o lugar a encantava. Provavelmente pela mesma razão que a arquitetura a seduzia.

Para encurtar a história, em certo momento, depois de juntar algum dinheiro e conhecimento de eventos, resolveu se aventurar e montar seu próprio cerimonial. Mas, só fez isso depois de, como sempre, estudar muito o assunto e, sobretudo, aprender tudo o que podia sobre empreendimentos de sucesso.  Tanto que a lição mais importante que guardou é a que melhor aplicou em seu próprio cerimonial e que logo ficará bem clara.

No início, Pilar não tinha dinheiro para montar um escritório. Então, seguiu por outro caminho. Na visão dela, imagem é fundamental e passar uma imagem de profissionalismo deveria ser sua primeiríssima prioridade. Então, com as poucas economias que tinha, tratou de contratar uma boa designer. Não a mais cara do pedaço, mas alguém que era claramente profissional, que tinha estudado muito, que sabia o que estava fazendo e que fazia seu trabalho bem feito. 

Criou uma identidade visual elegante para seu cerimonial, com um logotipo bonito que reluzia nos cartões de visita, pastas, blocos de nota e outros elementos de papelaria. Em seguida, tratou de criar um site profissional, com profissionais, pois sabia que sua maior plataforma de vendas seria a internet. É nela que as pessoas iriam ter acesso ao seu trabalho pela primeira vez, é lá que as pessoas teriam a primeira impressão sobre ela, e é através da internet que a maioria das pessoas fatalmente faria o primeiro contato.

Escolheu um arranjo em que não tivesse que pagar para fazer o site, pagava apenas o equivalente a um cafezinho por dia para para mantê-lo, de modo que tivesse acesso a todo o suporte necessário se quisesse mudar algo ou se algum problema acontecesse. A última coisa que queria na vida era que seu site ficasse fora do ar. Isso para ela seria o fim e até por isso queria que tivesse sempre alguém cuidando dele.

Por fim, comprou um pequeno espaço em uma feira de noivas e lá começou a fazer seus primeiros contatos e distribuir seus primeiros cartões de visita. Não tardou  para que aparecessem os primeiros contatos. 

Antes da primeira reunião, com aquela que viria a ser sua primeiríssima cliente, tomou uma providência certeira: um banho de loja. Nada caro, porque a essa altura dinheiro já praticamente não tinha. Mas, o suficiente para se mostrar bem apresentável, com um ar de profissionalismo que, querendo ou não, só uma bela indumentária pode conferir a uma pessoa. Para arrematar, comprou uma caixa de finos chocolates e foi encontrar-se com a cliente, que, surpresa, recebeu de suas mãos a inesperada iguaria.

De lá pra cá muita coisa mudou. Pilar agora atende em um lindo escritório. Tão lindo, de fato, que a maioria dos clientes já decide contratá-la de forma inconsciente, antes de sequer trocar uma palavra com Pilar. Só de chegar ao escritório o negócio já é fechado.

É tão curioso que vale a pena um pouco mais de detalhes. Seu escritório fica na beira da calçada de uma rua bem movimentada pela turminha descolada e bem de vida. É um ponto ótimo onde antes havia uma loja. Pilar reformou tudo para que a frente fosse completamente de vidro. Dentro colocou uma mesa de jantar linda, finamente decorada para uma cerimônia de casamento. 

Há vários espaços, representando diferentes ambientes que comumente podem ser encontrados em um casamento. Cada um deles impecavelmente decorado. E, por fim, existe a sua mesa, arrumadíssima, diante da qual se sentam os noivos para discutir os detalhes do casamento. 

Como o lugar é todo de vidro e extremamente bem iluminado, quem passa de fora fica encantado e diria que até quem não quer se casar tem vontade de entrar e ser atendido naquele lugar maravilhoso. De noite o espetáculo é ainda mais impressionante, já que a pouca luz do lado de fora torna o interior ainda mais vivo.

Pilar continua igualmente forte na internet. O que mudou desde então foi o número de eventos em seu site, que só cresceu ao longo do tempo. Um mais lindo que o outro. Ela continua encantando as pessoas na internet e quando essas a visitam, ficam igualmente encantadas com o escritório, com o atendimento primoroso e o ar de profissionalismo que se respira por todos os cantos. Cada novo contato com um aspecto do negócio reforça a confiança do cliente, de que está fazendo a escolha certa.

Mas, a história não para por aí. Pilar formou uma excelente equipe. Seu talento para contratar gente boa e mantê-las no negócio é uma de suas principais qualidades. Tanto que, na prática, são essas pessoas que realmente conduzem os eventos e fazem deles um sucesso. Pilar apenas monitora tudo de perto, já que atua muito mais na venda e nas discussões preliminares com os noivos.

Pilar não é, ela própria, a melhor cerimonialista da cidade. Mas, é a que tem o melhor cerimonial da cidade. É a que tem o melhor negócio de cerimonial e provê o melhor serviço. Por que? Porque desde cedo Pilar fez o dever de casa e entendeu o conceito mais importante do mundo dos negócios.

O que importa não é ser a melhor cerimonialista, nem ter o escritório mais bonito, nem ter o melhor marketing, nem ter a melhor identidade visual. O que importa não é nada disso separadamente. O que realmente importa é ter tudo isso muito bem executado em conjunto. O conjunto é o que importa. 

Cada um desses aspectos precisa estar presente no negócio e ser bem feito, muito bem feito. O trabalho de cerimonial precisa ser ótimo, a identidade visual tem que ser linda, o site tem que ser profissional e impecável, o escritório tem que ser o melhor possível, a roupa que veste quando encontra um cliente precisa ser apropriada, o cafezinho servido tem que ser bom, o relacionamento com uma extensa rede de fornecedores tem que ser primoroso, a festa tem que ser bem conduzida e tudo isso precisa acontecer sempre, de forma consistente. Isso é o que faz de um negócio um grande negócio. É ter um conjunto coerente, onde cada parte é muitíssimo bem executada de forma consistente.

É no treino que se ganha o jogo

Enquanto Ísis se concentrou em ser uma excelente cerimonialista, Pilar, compreendeu corretamente que isso não basta. Isso é apenas um aspecto do negócio. Os outros precisam ser igualmente bem tratados. Mas, não é fácil. Porque é preciso fazer o dever de casa, não só naquilo em que se é bom (no caso de Ísis, organizar festas), mas também naquilo em que não se é bom e que não se domina em um primeiro momento.

É dificílimo fazer esse dever de casa porque ele toma tempo, envolve assuntos que estão fora da zona de conforto e, sinceramente, muitas dessas coisas são chatas mesmo. Ninguém dá bola para elas isoladamente. 

É como ficar treinando um tempão para um jogo. Os fãs, a torcida, os gritos de apoio só estarão presentes na hora do jogo. Mas, é no treino que se vence o jogo. Porque o melhor preparado é o que inevitavelmente vencerá o jogo. O desafio é passar pelo treino, com foco e determinação, ainda que não tenha ninguém vendo, nem torcendo. 

Como mencionei antes, é plantando que se colhe. Pois foi fazendo o dever de casa que Pilar superou Ísis. E é por isso que hoje, o conjunto criado por Pilar transmite uma história irrefutável: esse é um cerimonial profissional, realmente confiável. Por que contratar outro?

Ah, sobre a concorrência? Bem, Pilar nunca pareceu dar muita bola, nem ser particularmente afetada por ela. Ao que parece, boa parcela dos concorrentes quer colher os mesmos frutos que ela, mas não está disposta a fazer o mesmo dever de casa. Então, obviamente, não chega nem perto de alcençá-la.

E você? Tem disposição para fazer o dever de casa? Que tal começar com um site profissional?

Autor: Vinícius Teles.

O poder de uma boa história

O poder de uma boa história

Foto de Patricia Figueira.

Veja apenas o vídeo de 2 minutos se preferir.

Em Bruxelas, na Bélgica, existe uma pequena estátua de bronze no formato de um menino fazendo xixi. Em Copenhague, na Dinamarca, há uma pequena estátua no formato de uma sereia. As duas são bem sem graça quando vistas ao vivo. Nada que se compare, por exemplo, às estátuas gorditas de Botero. Entratanto, ambas são visitadas por milhares de turistas todos os anos. Por que?

Todo mundo gosta de uma boa história. Tanto é que histórias milenares são contadas até hoje. Parece que faz parte da natureza humana tanto o gosto por uma boa história, quanto o gosto por contar um bom “causo”.

Há não apenas uma, mas várias histórias sobre a estátua do menino fazendo xixi. A sereia de Compenhague também tem a sua, que vem sendo espalhada aos quatro cantos há mais de um século.

Essas histórias são tão poderosas que as pessoas viajam para a Bélgica e para a Dinamarca e, dentre suas prioridades, escolhem justamente visitar essas famosas estátuas cujas histórias são tão alardeadas.

Diferenciação

No mundo há zilhões de outras estátuas que brilham pela falta de visitantes. Ninguém as conhece. Ninguém planeja visitá-las. Ninguém repara que elas estão ali e ninguém se importa se um dia forem embora. Por que? Provavelmente porque nunca ninguém criou uma história para elas.

No fim das contas, uma boa história é o que diferencia a popularidade de uma estátua em relação a outra. Não é formato, nem beleza, nem técnica, nem cor, nem autor. É pura e simplesmente a história.

Marketing

O seu negócio pode ser como a visitadíssima estátua da sereia, ou como uma das inúmeras outras que nunca recebem nenhum visitante. O que vai fazer a diferença? Você já sabe: uma boa história.

Na semana passada escrevi sobre boca-a-boca e a importância da gentileza nas relações com os clientes. Justamente porque gentileza é uma das formas de se criar uma história e uma reputação para seu negócio. Mas, não é a única.

Que história contar?

Suponha que você trabalhava em um escritório, mas abandonou tudo para virar fotógrafo. Não é fácil largar um trabalho com salário garantido no final do mês. Então, talvez seja válido contar a sua história. 

O que te fez efetivamente tomar a deisão de sair do emprego? Você não teve medo? O que fez para superar o medo? E a família, como reagiu? Como você aprendeu fotografia e por que escolheu essa nova profissão?

Talvez sua história seja suficientemente interessante para inspirar outras pessoas e, sobretudo, ganhar a simpatia e o interesse de possíveis clientes. Mas, se não for, não tem problema.

Às vezes, na falta de uma história mais atrativa, pode-se criar uma para associá-la a seu negócio, ou sua marca. E isso pode acontecer das formas mais sutis. Pode ser contato através de um simples slogan, ou até mesmo pelo nome da marca.

Por exemplo, a Skol criou a história de que só a Skol desce redondo. É uma história bem humorada e simples. Até por isso é fácil de ser passada adiante e de ser lembrada. 

A Brastemp criou a história de que nem tudo é uma Brastemp. Ou seja, que coisa boa mesmo, só sendo uma Brastemp. É uma história que começou a ser contada nos anos 80 e até hoje é lembrada.

Às vezes é ainda mais sutil. Conhece a marca de sorvetes Häagen-Dazs? Sabe de onde ela é? A maioria das pessoas acha que se trata de uma marca europeia, provavelmente dinamarquesa ou de algum país escandinavo. Daí conclui que se trata de um produto importado, de alta qualidade.

O simples nome da marca já transmite uma história, ou melhor, induz a uma história. O que nem todos sabem é que, na verdade, a marca foi criada nos EUA. O nome Häagen-Dazs não significa absolutamente nada. Foi apenas criado para transmitir a impressão de ser uma marca dinamarquesa. E deu certo.

Palavras não são a única forma de contar uma história e se distinguir. Ano passado aluguei uma campervan na Nova Zelândia de uma empresa chamada Jucy. Ela transmite sua história brilantemente, através de ilustrações de personagens no estilo anos 50. Além disso, seus veículos são pintados de verde e lilás. Uma combinação forte, que chama muita atenção. 

O poder de uma boa história

Os personagens fazem o estilo legal e descolado. As cores fortes também reforçam essa característica e todo o discurso da empresa, escrito ou falado, busca transmitir essa mesma ideia. No fundo, tudo isso transmite a história de que a empresa é descolada, legal, descontraída, feita para pessoas igualmente legais e de bem com a vida.

Conclusão

Boca-a-boca é uma forma sensacional de fazer com que mais pessoas conheçam sobre sua empresa, marca, produto ou serviço. Mas, o que as pessoas estão falando sobre o que você oferece? É melhor que seja algo bom, não é? Então, dê a elas uma forcinha.

Tenha atos de generosidade, para que falem positivamente de você. E crie uma história legal para ser contada por seus fãs. Não espere que eles próprios criem uma história. Crie a história você. Comunique-a ao mundo e, assim, dê aos seus fãs a ferramenta de que precisam para fazer o seu boca-a-boca.

Autor: Vinícius Teles.